Português que matou a mãe e tentou assassinar o pai vai ser julgado

Um português de 31 anos, que confessou ter assassinado a mãe por dívidas ao jogo, vai a julgamento esta semana em França.

Um português de 31 anos, que confessou ter assassinado a mãe por dívidas ao jogo, vai a julgamento esta semana em França.

O mote do crime, segundo explica o jornal “Le Parisien”, é uma dívida de 200 mil euros, que Luís Freitas Carvalho contraiu devido ao jogo. O homem de 31 anos fez uma confissão detalhada dos seus atos e vai responder no tribunal de Yvelines, a cerca de 50 quilómetro de Paris, pela morte de mãe e tentativa de assassinado do pai, cometidos a 15 de março de 2016.

De acordo com o jornal, naquela noite, um vizinho alertou a polícia depois de ter visto Luís a agredir violentamente o pai com uma picareta. Quando as autoridades chegaram ao local, o homem já tinha fugido. Pouco depois, um dos irmãos encontrou o corpo da mãe, envolto num lençol, e escondido junto à garagem de casa. Luís tinha estrangulado a mãe durante a manhã e esperou pelo fim do dia para tentar matar o pai.

A discussão terá começado depois de a mãe o ter confrontado por Luís ter adquirido, em nome dos pais, um crédito, no valor de 27 mil euros, numa loja IKEA. Depois de estrangular a mãe, escondeu o corpo, simulando que a mulher estaria no trabalho, e tentou incendiar a casa, utilizando um bidão com gasolina. Abriu o gás doméstico e colocou uma vela acesa na banca da cozinha.

Dívidas do jogo deixam homem à “beira do abismo”

Os conflitos entre Luís e a família começaram depois de o português ter usurpado a identidade dos pais para contratar crédito ao consumo. O vício das apostas fez com que Luís assumisse uma avultada dívida.

O homem foi detido no dia 22 de março, num hotel daquela cidade, por investigadores da polícia judiciária de Lille. Durante o interrogatório, Luís terá confessado que “perdeu a cabeça por estar à beira do abismo”.

O homem detalhou, ainda, que planeava matar os pais, colocá-los na cama e incendiar a casa para obter o dinheiro do seguro. No âmbito do mesmo processo, sabe o JN, Luís também foi acusado de fraude por agências de crédito. O homem terá usado a identidade do pai e do irmão para conseguir financiamento para pagar as apostas desportivas.

“Ele vai aproveitar os três dias para explicar aos irmãos e à Justiça o que aconteceu”, contou, ao mesmo jornal, Tarek Koraitem, advogado de Luís. O veredicto é esperado quarta-feira, ao final do dia, e Luís arrisca 30 anos de cadeia.

Fonte: Jornal de Notícias

   

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