Brasil precisa dos empregos do setor de jogos

OPINIÃO - GILDO MAZZA, JORNALISTA ESPECIALIZADO NO SETOR DE JOGOS

Mais de 800 mil postos de trabalho poderiam ser gerados imediatamente se o governo regulamentasse bingos, cassinos, jogo do bicho, apostas esportivas, salas de máquinas e outras atividades. Analisando friamente, não é difícil supor que esse número poderia ultrapassar um milhão de empregos.

O primeiro trimestre de 2017 nos trouxe um dado alarmante: temos 13,5 milhões de desempregados no país. Os números são oficiais e foram divulgados pelo IBGE no final de março. Cada vez que vejo números tão tenebrosos me pergunto até quando vamos ficar remando contra a maré da modernidade sem ter uma regulamentação para o setor de jogos.

Publicamos há poucos dias matéria sobre o fim dos cassinos no Brasil e isso nos remete a algumas contas simples para avaliar quanto o país deixa de gerar empregos. Se fizermos uma comparação com a população da época do fim dos cassinos, teríamos um dado interessante sobre a reabertura dos cassinos no Brasil e a regulamentação de outras modalidades de jogos.

Segundo dados do censo de 1940, o Brasil tinha uma população de 41 milhões de habitantes e o fim da atividade provocou o desemprego de 40 mil trabalhadores. Agora, somos quase 208 milhões de brasileiros (estimativa do IBGE no final de abril/2017), ou seja cinco vezes mais habitantes. Se seguíssemos a proporcionalidade, hoje teríamos 200 mil postos de trabalho só na atividade de cassinos.

Nem poderíamos seguir à risca este raciocínio, pois os anos 40 eram completamente diferentes dos dias atuais. Naquela época, o lazer era para poucos, a carga de trabalho elevada não permitia que as pessoas ficassem muito tempo nos cassinos e poucas mulheres frequentavam esses ambientes. Hoje, com a tecnologia, o tempo para o lazer aumentou substancialmente, as mulheres têm os mesmos direitos dos homens, os meios de transporte são muito mais ágeis, o Brasil inseriu-se com muito mais força no grande mundo dos negócios globalizados e o turismo aumentou substancialmente….

Se levássemos em consideração outras modalidades, como bingos, jogo do bicho, apostas desportivas e outras tantas atividades sem regulamentação, poderíamos pensar em mais de 800 mil empregos. Alguns podem questionar meus números… E acho bom que façam isso, pois poderão se dar conta que pode ultrapassar 1 milhão de postos de trabalho à disposição do Brasil.

Durante as discussões que aconteceram em Brasília em 2016 sobre a regulamentação do jogo, falou-se muito dos quase 500 mil empregos informais do jogo do bicho. São apontadores, recolhes (jovens de moto que buscam as pules nas bancas que ainda não usam máquinas de jogo conectadas por chip celular), equipe de apoio aos banqueiros, gráficas e outros tantos profissionais em atividades afins. Falem o que quiser, mas admito que é uma estrutura fantástica e, pasmem os críticos, extremamente confiável.

Na época em que os bingos eram autorizados, quase 150 mil pessoas trabalhavam na atividade, tanto nas próprias casas como nas áreas satélite do setor, como gráficas, empresas de manutenção, fabricantes de bolas, extratoras, computadores, segurança, limpeza, alimentação etc. Se adotarmos o mesmo conceito de tamanho para o setor, poderíamos repetir os números de 2006, quando os bingos estavam no auge.

Hoje, quando entro no hipódromo de Palermo, na Argentina, por exemplo, com cinco mil máquinas de jogo à disposição de apostadores, me pergunto quantos empregos estão por trás da atividade. São milhares de profissionais na atividade direta do jogo, outro tanto na alimentação, segurança, manutenção, limpeza, decoração, agências de publicidade… Até em shopping, em Montevidéu, podemos ver as vibrantes máquinas de Maroñas… Um hipódromo que estava quase esquecido num país onde o turfe sempre foi uma referência foi salvo pela entrada em operação de um sem número de máquinas. E máquinas, como falei há pouco, precisam de trabalhadores.

Por falar em turfe, modernizado em nosso país e com apoio de máquinas, também pode gerar milhares de empregos em agências de apostas, em revitalização do espaço urbano e em atividades afins.

Como se vê, a oportunidades estão aí. Basta o governo ter a coragem de chamar para si a responsabilidade de regulamentar a atividade e ser o responsável por ter promovido a geração de um milhão de empregos…

Gildo Mazza, jornalista especializado no setor de jogos, editor da revista Games Magazine desde sua fundação, em 1997, tendo sido também colaborador de edições da publicação na Itália, Venezuela, Colômbia, México e Argentina.

Fonte: Games Magazine

 

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